sexta-feira, 24 de maio de 2013

GeoGuessr

Excelente joguinho!
Para pessoas que, como eu, namoraram seus atlas - comprados na quinta série -, se maravilharam com o Google Earth e acharam o Google Street View uma das maiores realizações da humanidade!

Simplesmente fantástico!

http://www.geoguessr.com/

O joguinho é "simples": Cinco locais são apresentados, com a visualização do Google Street View. Ao lado, há um mapa do mundo. Neste mapa, você deve clicar no lugar em que acredita ser correspondente ao local apresentado.
Quanto mais próximo do lugar, mais pontos seu palpite ganha!

Olhe o print do resultado da minha primeira tentativa:
(Em vermelho, meus palpites. Em verde, os locais corretos. A linha azul mostra a distância entre os pontos!)


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Comentando segundo MINHAS regras de discussão


A coisa que eu mais abomino em qualquer ser humano é a capacidade de só notar a sua própria circunstância. Sabe aquele tipo de pessoa que tem a certeza de que só as suas próprias conquistas e problemas são relevantes? Então, exatamente essas pessoas.

Há muitos modos de descobrir quem é "militante em causa própria". Mas o meu método predileto é confrontar as opiniões da pessoa, com o que a pessoa lê. Geralmente esse zé-povinho parcial e tendencioso só lê o que é de seu interesse. Fica inflando o ego da sua causa, tendo contato apenas com argumentos, opiniões e conclusões que se alinham com sua base de pensamentos. Esse tipinho de pessoa é tão medíocre que, para você ter uma noção, eu ainda os considero menos do que os reacionários que tomam contato com as filosofias adversas, só para ter argumentos para atacá-las. Pelo menos esses últimos baderneiros ainda tomam contato com mais pensamentos, diferentemente dos "militantes em causa própria".

Por puro princípio, se eu acredito nisso, meu comportamento segue essa diretriz. Não que eu seja um santo, vivendo em harmonia com todos os conceitos do mundo. Tenho os meus pré-conceitos, tenho minhas opiniões formadas e tenho até as minhas teimosias (sabidas ou não). E, assim como todo mundo, eu me sinto incomodado em ler algo que contradiz as minhas opiniões, argumentos e conclusões. Mas eu me esforço para tentar conter todos os argumentos, pesá-los e chegar a um denominador comum e justo.

Tendo isso em vista, li esse texto, hoje:


OOOOOKKKKK.....

Os meus comentários sobre este texto são contundentes, fortes e eu poderia ter escrito em poucas linhas. Lá nos comentários do texto, mesmo. Mas eu não gostei das políticas de comentários deles. Concordo que ataques diretos e baixarias não devem fazer parte de uma conversa de alto nível, mas não me senti completamente livre para escrever o que eu penso, por lá. Então, estruturo e transformo a opinião em texto para colocar aqui. Um espaço meu, onde eu mando e permito que as pessoas destilem todas as suas opiniões sem reservas ou garantias de proteção.

1 - Antes de mais nada, CONCORDO com o âmago do texto.
Sim. Assim como a autora do texto, eu concordo que existe algo de podre na cultura da nossa sociedade. E esse cheiro nefasto está a tanto tempo empesteando o ar, que muitos de nós já acham-no natural. É um problema grave. Algo a que não podemos mais virar as costas. Se por muito tempo a civilização conseguiu carregar o peso deste problema (e em alguns momentos o peso foi até benéfico para o avanço), a sociedade de alto desempenho em que vivemos já não pode mais manter "peças" em estado de degradação.

Desde o final da primeira guerra mundial, as mulheres formam uma massa de pessoas com função social de altíssima importância.
Não sejamos cegos, não sejamos parciais, tendenciosos ou hipócritas.

Na história da civilização humana, por muito tempo a "lei do mais forte" imperou. Tribos nômades, caça, pesca, coleta... A função social de uma mulher nesse tempo era a de reproduzir. Questão simples de emprego do recurso correto para cada tarefa: as chances dos homens defenderem o grupo contra predadores, terem sucesso em caçadas e pescas e até mesmo conseguirem coletar alimentos em árvores, era maior. Estatisticamente falando, é claro.
Se você assiste a bons programas, está acompanhando o seriado "África" no Discovery Channel. Em um dos episódios, eles mostraram a função social do leão macho, no grupo. Porque, você sabe, os leões machos não permitem que outros machos façam parte de seu grupo. Assim, o macho até caça, mas as leoas, em grupo, é que têm mais sucesso. Porque elas deixam que ele coma a caça que elas obtiveram? Simples. Hienas e outros carnívoros são atraídos pelo cheiro da caça abatida pelas leoas. E as leoas não conseguem defender a caça, sozinhas. Mas o leão macho consegue. E uma carcaça dura dias, para um bando. São dias em que só a presença do leão macho já afugenta muitos carnívoros aproveitadores...

Função social. Recurso certo, sendo recompensado pelo grupo por causa do seu trabalho bem executado. Leis da natureza. Coisas das quais todos os seres vivos estão sujeitos.

Na raça humana, refinamos nosso modo de vida sistematicamente, com o passar do tempo. Desde os caçadores/coletores até o final da primeira guerra mundial, nosso mundo era uma merda. Nossa sociedade era tosca. As pessoas acreditavam em bobagens, crendices e religiões para qualquer bobagem que acontecesse no dia-a-dia. E eu não estou falando só de homens. Preste atenção: estou falando de pessoas. Todos.
Ou você acha mesmo que eram só os homens que declaravam que mulheres eram bruxas? Só os homens jogavam pedras em prostitutas, em praça pública? Acha mesmo?

Por muitos milênios, nossa sociedade se desenvolveu de acordo com a lei do mais forte. E, convenhamos, estatisticamente as mulheres não são mais fortes.
Vou deixar a ressalva, para que ninguém venha me torrar o saco: Isoladamente, sempre existiram "Xenas" por aí. Assim como sempre existiram homens fracotes. Mas, no geral, em média, estatisticamente, os atributos físicos dos homens são mais destacados. Culpa da testosterona e de outros hormônios que estão mais presentes no gênero masculino.
Aliás, novamente se você assiste a bons programas na TV, o National Geographic mostra uma série chamada "Tabu". Em um dos episódios, essa série mostrou transexuais nascidos mulheres, que se submeteram a tratamentos para moldarem o gênero de seus corpos, conforme o gênero de suas mentes. Mastectomias, exercícios e, claro, tratamentos com hormônios. O principal hormônio? Testosterona. Sinceramente, os três voluntários que o programa apresentou tinham traços mais masculinos do que eu. Mesmo os três tendo nascido mulheres...

Ou seja: meninas feministas, desculpem a nós, homens, por termos nascido com um cromossomo Y. Sério, não era nossa intenção. Aliás, desculpem a nós, homens, pelas leis da natureza, também.

E, se vocês mulheres não notaram ainda, nossa sociedade anda - a passos largos - para o refinamento completo das atividades valorizadas. Hoje em dia, criar um chip de computador vale mais do que alguns ares cultivados ou do que algumas dezenas de gado criado. Processos delicados, coisa que as mulheres têm muito mais capacidade de fazer do que os homens, hoje em dia valem dinheiro, em nossa sociedade.
A autora do texto frisou irritantemente que "há cinco mil anos" a cultura é machista. Não, amiga. Desde que a vida surgiu na Terra a lei do mais forte impera. E, em nossa espécie, o macho é mais forte. E, só a partir dos meados do século 19, que nós conseguimos transformar nossa sociedade para que - definitivamente - o mais inteligente e hábil possa preponderar sobre o mais forte. É um processo. Um processo lento, de transformação das leis naturais, para um mundo mais justo.


2 - Cantadas de Pedreiros: Violência sexual dos homens para com as mulheres.

Eu gosto de escrever aqui, porque aqui é um lugar meu. E, em um lugar meu, não pode existir hipocrisia. Queres frases confortantes, conformistas e amenas, saia daqui.
Vamos deixar uma coisa clara: embora seja uma das funções que define "vida", na natureza a reprodução custa caro. Encontrar o melhor parceiro, acasalar, dispensar células suas para criar um novo ser, cuidar da gestação desse novo ser, cuidar desse novo ser até que ele tenha uma vida independente... Isso tudo dispensa muita energia, recursos e trabalho. É tão custoso que chega a ser inacreditável que qualquer ser vivo - em sã consciência - realmente queira ter filhos. Por isso as mulheres escolhem tanto os seus parceiros. Porque, se for para ter tanto trabalho cuidando de uma cria, que pelo menos o macho valha a pena e ajuda! 
Dada a finitude certa de todo ser vivo, a natureza, então, cria uma série de dispositivos para garantir que os genes da espécie se perpetuem. Primeiramente, a natureza coloca em nossos instintos - comandos primais de todo ser vivo - que a reprodução seja um objetivo na nossa vida. O instinto é só um conceito para englobar todas as consequências de hormônios e neurotransmissores que agem no nosso corpo.

Sim, novamente, comparo os animais com máquinas. Somos o que somos e não há muito o que fazer, senão contermos conscientemente os impulsos gerados pela química do nosso corpo.

Na nossa espécie (e em algumas outras) além do instinto nos mandando reproduzir, nosso corpo ainda nos dá mais um prêmio pelo ato de reprodução: prazer. Aliás, muito prazer.
Desde que o animal homem dissociou o prazer da reprodução (há milhões de anos), o negócio já ficou complicado. Tipo... Os humanos queriam muito sentir o prazer proporcionado pelo sexo. Mas o sexo ainda trazia muitas doenças e, é claro, filhos. Em sociedade, com mais capacidade de abstração, o prazer do sexo nem sempre compensava os custos dos filhos.

Mas foi com o advento de métodos contraceptivos realmente eficazes que a situação degringolou de vez:
Primeiramente, nós, homens, vemos as mulheres mais como "um lugar de diversão" do que como "mãe dos nossos filhos". Se você é homem, sabe do que eu estou falando. Se você é mulher e não acredita nisso, venha buscar o seu troféu de "Ingenua do Ano", comigo.
Por mais que as mulheres não acreditem, nós, homens, somos estúpidos e achamos muito difícil e trabalhoso conseguir uma parceira. Por isso tantos mentem. Por isso todos trabalham. Por isso todos se esforçam. Nós, homens, somos tão ridículos, que vivemos toda a nossa vida em função de conseguir uma parceira sexual.
E o cara que disser que não é assim, que é "diferente", está pregando a maior mentira de todas!
No máximo, empregamos aquela velha máxima de "se tem que trabalhar, que faça algo que gosta". Mas ninguém trabalha para "realização pessoal". "Realização pessoal" o sr meu Bráulio, utilizando monóculos. Todos queremos é ganhar dinheiro o suficiente para vadiarmos o dia inteiro. De preferência com a mulher que desejamos, do lado. Sombra e água fresca.

Um dia a mega-sena me acerta...

Enfim. Nós, homens, somos tão desesperados, inseguros e incapazes por "pegar mulheres", que achamos que precisamos de "estratégias". Veja só, que coisa ridícula! Achamos que frases prontas, elogios, cinemas, restaurantes, presentes, passeios, galanteios, fama e dinheiro são métodos para "pegar mulheres". E porque achamos isso? Porque somos burros, em um primeiro momento. Um colega "pega uma mulher" e já saímos perguntando: "o que você fez para conquistar ela???" E, o que quer que o cara diga que fez, já vira uma "estratégia" para "pegar mulher"! E achamos que essa nova "estratégia" irá funcionar para TODAS AS OUTRAS!!! Eu não imagino um ato mais estúpido do que esse. 

Mas acredite, existe.

Se esse pensamento de "estratégia para pegar mulher" persiste, é porque, em algum momento, ele funcionou. Seleção natural básica aplicada, sabe? Se os homens tentam abordar mulheres com cantadas de pedreiros é porque alguma mulher já caiu nessa abordagem. Mesmo porque, se não tivessem caído, o infeliz não teria reproduzido. E não teria infectado a próxima geração com esse conceito infeliz de "estratégia para pegar mulher".

E, novamente, não se trata de transferência de culpa. Se trata da "máquina ser humano" em ação. São os hormônios femininos ditando o comportamento das mulheres. E, se a mulher realmente se interessou pelo cara, ele pode chegar nela dizendo até coisas sem nexo, que a menina dará entrada para a conversa. Aí, até o "Gostosa", sibilado entre os dentes, é atraente para a menina. E esse "Gostosa" vira uma conversa. E a conversa logo evolui em "ficada", "namorico", "namoro", "noivado", "casamento", etc...

Aí, o homem retardado ali do exemplo de cima diz pro amigo: "Caralho, cara! Peguei a ~Atenogilda~! E foi fácil! Só cheguei nela e chamei ela de "Gostosa"!"
E o imbecil do amigo entende que, para pegar QUALQUER mulher, basta chamá-la de "Gostosa"!!!

Sinceramente, já deu para notar que eu repudio essa programação sexual, intrínseca aos seres humanos. Tanto a dos homens quanto a das mulheres. Reconheço que ela existe e que é um problema. E, como todo bom problema, deve ser solucionado o quanto antes. E, para solucionarmos, precisamos dessa consciência de que somos todos nós - humanidade, homens e mulheres - contra o problema. Porque ficar se desculpando o tempo inteiro e, no processo, culpando o outro lado, é o princípio da anarquia. E quando a anarquia se instala, o problema nos vence. 

E eu sou um homem. E homem não perde para problemas. (asuhaushaushaushaushuah!)


3 - Aspectos subjetivos:

O título do texto me incomodou demais, sabe? "Como se sente..." 
Sinceramente, utilizar o micro é legal para atingir o macro. Eu mesmo uso isso aqui, o tempo inteiro. Mas isso é um processo complicado. Difícil. Penoso. Por experiência própria, diria até que é perigoso.

É um processo tão complicado que eu chego a dizer que quem mais ganha é a pessoa que o utiliza. Isso, é claro, se a pessoa for auto-reflexiva. Porque, quando exageramos características do nosso íntimo para todas as pessoas, querendo criar padrões a partir do comportamento individual, temos que julgar a todo momento se a nossa característica realmente está presente nos outros. Pelo menos na maioria. E, nesse processo, acabamos descobrindo mais sobre a natureza das nossas falhas, do que propriamente sobre a natureza do ser humano.

E, na urgência em militar em causa própria (a sociedade é machista e todos os homens não prestam, como se as mulheres não fizessem parte da sociedade e elas próprias não fossem machistas e não prestassem, também), o texto indica diretamente que ~funk~ é cultura, que as mulheres são OBRIGADAS a passar maquiagem (ah se elas soubessem que ficam mais bonitas de moletom e sem maquiagem...), que são impedidas de pagar a conta em restaurantes (WTF???) e que o mundo as oprime, exigindo delas comportamentos predeterminados...

Amigo, isso tudo acontece para com os homens, também... O mundo também nos oprime. A sociedade também nos impõe um papel a ser cumprido. E vou contar um segredo para as meninas: nós não gostamos de "brincar de homem adulto", também... Já falei lá em cima: queremos sombra e água fresca. Din-din suficiente para nos jogarmos em uma rede, com a "nega véia" do lado, só para desfrutarmos o que a vida tem de bom. Mas, geralmente, nos matamos de tanto estudar e trabalhar, para podermos sustentar a nós mesmos e nossas famílias, tá ligada?

E, por fim, quero deixar aquele velho pensamento, que tanto me incomoda: As mulheres são oprimidas, relegadas ao trabalho doméstico e à educação das crianças. Se a esmagadora maioria das crianças são educadas por mulheres, porque a sociedade ainda é machista? Porque a TV "denigre e violenta a mulher"? Porque a sociedade rebaixa as pessoas do sexo feminino, se é o sexo feminino quem forma moralmente e eticamente a maioria dos seres humanos, em seus primeiros anos de vida? Não me venham com "influência do pai". Em um lar ideal, ele fica fora de casa o dia inteiro. "Mas a mulher trabalha!" E com quem fica a criança? Deixa eu adivinhar: com outra mulher, né? Tia, avó, professora da creche... Não é um homem quem está formando as ideias da criança...


4 - Solução.

Já falei aqui, antes. Até deixei explícito neste texto: homens e mulheres são diferentes. Poxa, meu. Olhe dentro das calças. Sinta o cheiro. Faça um exame hormonal. Faça um exame de DNA. Químicas completamente diferentes, gerando corpos diferentes, com propriedades diferentes. Cérebros diferentes, com habilidades diferentes, que geram opiniões diferentes.

Como, em sã consciência, alguém vai exigir que dois seres diferentes sejam tratados da mesma forma?????

Insisto na minha observação: Sou só eu que noto que algumas de minhas colegas mulheres quase morrem agonizando, durante o período menstrual? Administrativamente falando: uma pessoa com dor rende o mesmo que ela própria, quando saudável? Sou só eu que daria alguns dias de dispensa do trabalho ou da aula, para essas mulheres, todo mês? E você acha mesmo que menos produção deve ser recompensada com salário igual? 

E isso é só um detalhe. Existem outras milhares de características em que as mulheres são infinitamente melhores do que os homens. E o refinamento da nossa sociedade está demandando cada vez mais essas habilidades femininas. 

Eu chego a imaginar que, dentro de poucos séculos, a força do homem será completamente descartada, em nossa sociedade. Os músculos serão substituídos por mais e mais robôs. E, para as tarefas que não puderem ser automatizadas, certamente inventaremos ferramentas melhores. Já existem até protótipos de exoesqueletos, que, hoje, multiplicam a força do usuário em várias vezes...
A inteligência, delicadeza, suavidade e demais habilidades - hoje preponderantes nas mulheres - terão muito mais demanda do que a capacidade de levantar grandes pesos, ou imprimir pressão. Nesse vislumbre de futuro, a pessoa que não conseguir utilizar o cérebro certamente não terá utilidade alguma. Algo que acontece muito mais entre nós, homens...

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Dia Livre de Impostos


Hoje é o dia livre de impostos. É uma data importante, em se tratando de Brasil. Esse é um tema importante de ser abordado, porque nosso país é uma festa quando se trata de cobrança de impostos.

E isso não vem de hoje. É importante citar, aqui, Tiradentes e "o quinto dos infernos".
A exploração que Portugal exercia sobre o Brasil não era desordenada. Para que as pessoas sentissem vontade de vir trabalhar no Brasil, era necessário que este fosse transformado em uma espécie de "negócio". Desde as capitânias hereditárias, a exploração se dava através de impostos. Um percentual de tudo extraído/produzido no Brasil deveria ir diretamente para Portugal.
Passou o tempo e o Brasil evoluiu. As capitanias hereditárias civilizaram-se e o Brasil Colônia já tinha cidades, estradas e portos... E comércio. O olho de Portugal cresceu e eles instituíram "o quinto". Basicamente, "o quinto" era um imposto de 20% sobre todas as operações de compra e venda, efetuadas no Brasil. Imagine, por um momento, que vinte por cento de tudo o que você compra fosse revertido para a evolução de outro país... É... Maldito "quinto dos infernos", este, não?
Era tão ruim que os brasileiros não aceitavam-no. E os mineiros irromperam uma revolta contra o quinto: a inconfidência mineira. Sim, Tiradentes - há mais de duzentos anos - já morreu porque não queria pagar impostos...

Passou o tempo, o Brasil tornou-se independente de Portugal. Mas não só manteve as mesmas maneiras IDIOTAS de pensar, como as "melhoraram".

Bem, que o Brasil é uma "experiência", acho que ninguém discordaria. Nosso Estado é completamente artificial. A cultura varia muito de um estado para outro. E pouquíssimos estados brasileiros realmente lutaram por sua terra, independência e modo de vida. O povo não têm orgulho, zelo ou sequer responsabilidade sobre o bem comum. Não temos o desejo de melhorar nosso país e, consequentemente, a vida de todos. Insistimos em práticas de Estados Comunistas, vivendo em um regime de capitalismo selvagem, nível Seringuete.
Nosso Estado é tão paternalista, que colocamos na nossa constituição que ele é responsável por prover todos os serviços básicos à população. E, conforme a tecnologia avança, mais e mais serviços são considerados básicos... E mais e mais responsabilidades são atribuídas ao Estado...

Educação, saúde, segurança, alimentação... estão estudando até mesmo oferecer internet de graça para as pessoas!

Opa! Peraí! "De graça"? Como assim, "cara-pálida"?

Em um Estado Capitalista, nada é de graça. O capital é justamente o instrumento, a ferramenta, utilizado para garantir as trocas de produtos e serviços. Como o Estado consegue garantir serviços à população, se não gera capital?

Através de... IMPOSTOS!

Basicamente, a troca é simples: Através de mecanismos diversos (desde tirar dinheiro diretamente da pessoa, passando por percentuais sobre determinadas ações, até complexos sistemas de cálculo de impostos devidos), o Estado afirma que cada brasileiro deve pagar um montante. Esses valor, cujo pagamento é imposto, nos é tirado diretamente na folha de pagamento, no Imposto de Renda, nas compras e vendas, em importações e exportações, é embutido em produtos e serviços, é cobrado de quem tem veículos, propriedades, negócios... A soma de todas essas cobranças impostas cai na conta-corrente do Estado.

O seu dinheiro. O meu dinheiro.

Esse montante é utilizado para custear todas as empresas do Estado, responsáveis por prestar os serviços que o Estado é obrigado.

E, novamente, não existe "achismos", aqui. Existe a ciência e a matemática da administração: Se os serviços, todos, custarão (por exemplo) um bilhão de reais, o governo precisa arrecadar um bilhão de reais. E, se os impostos vigentes não garantirão um bilhão de reais, eles aumentam os percentuais. Metem a mão um pouquinho mais fundo, no seu bolso. Ou simplesmente criam mais um imposto. Porque não metera a mão mais uma vez?

Só que o nosso Estado Comunista não é "para todos". Apesar dos impostos nas transações comerciais e financeiras serem universais, existe todo um espectro de impostos que só atingem a quem está acima de uma determinada linha de corte. Ao contrário do que prega o slogan do governo, só quem tem mais dinheiro paga a maioria dos impostos. Quem tem muito dinheiro quase nem sente estes impostos. Quem sente mais é quem está mais próximo da tal "linha de corte". A chamada "classe média". Pessoas que batalham para ter uma vida melhor mas que, por causa de 100 ou 200 reais, entram na exigência de pagamento de impostos...

E os impostos são abusivos não só porque são diversos e caros. São abusivos porque a cobrança de impostos não é organizada. Aqui, existe a maluquice de um imposto ser calculado duas ou três vezes sobre o mesmo produto! Ou o valor de um imposto contar para o cálculo de outro imposto!
Basicamente, no Brasil o produtor já paga um imposto ao vender para o transportador. O transportador paga o mesmo imposto ao vender para o distribuidor. O distribuidor paga o mesmo imposto ao transportador. Esse segundo transportador paga novamente o mesmo imposto ao vender para o mercado. O Mercado, claro, paga mais uma vez o mesmo imposto para vender para o cliente final.

E, administrativamente falando, todo valor do imposto é transferido para o cliente. Então, se o imposto é de 1% e o produto custa R$100,00, nessa cadeia nós teríamos:
Produtor -> Transportador: R$100,00 + 1%
Transportador -> Distribuidor: R$101,00 +1%
Distribuidor -> Transportador: R$102,01 +1%
Transportador -> Mercado: R$103,03 + 1%
Mercado -> VOCÊ: R$104,06

E isso falando do caso hipotético e didático de um único imposto, em uma cadeia simples. Agora, imagine que temos dezenas de impostos, no Brasil. E são poucos que VOCÊ não paga.

E o pior de um imposto nem é pagá-lo, abusivamente. Mesmo porque, se tivéssemos serviços à altura do que pagamos, eu ainda acharia justo. E, levando em consideração que os impostos representam cerca de 50% do valor dos produtos e serviços que tomamos (E pensar que Tiradentes morreu brigando contra 20% de imposto...) e que cada um de nós leva mais de quatro meses trabalhando só para ter dinheiro para pagar impostos, os serviços prestados pelo Estado deveriam ser magníficos.
Nossas escolas deveriam atender a toda população, prestando ensino de primeira qualidade. Não precisariam existir escolas particulares, pois as instalações, materiais, recursos humanos e acessórios das escolas públicas deveriam ser os melhores já vistos.
Nenhum brasileiro deveria pagar pela saúde. Os melhores hospitais do mundo deveriam estar aqui. Médicos de primeira linha atendendo gratuitamente, com todos os recursos imagináveis à mão. Exames e medicamentos de graça.
Tendo em vista o nível esperados para a educação, e economia e o emprego já deveriam ter uma qualidade invejável.
Com mais pessoas educadas, cultas, gerindo os próprios negócios e oferecendo oportunidades de trabalho, a segurança deveria cuidar apenas de casos gerados por transtornos mentais.
Isso tudo sem contar os investimentos em infra estrutura. Pelo montante arrecadado em impostos (faz pelo menos uma década que nosso PIB está entre os dez maiores do mundo), nossas estradas, pontes, ferrovias, portos, aeroportos, saneamento básico, usinas de energia e demais obras necessárias para o bem estar da população deveriam ser exemplo para o resto do Brasil.

Mas...

Quando olhamos os serviços prestados pelo nosso Estado... Bem, não sei quanto a você, mas eu tenho medo de ficar doente e depender do SUS. As condições de trabalho e os salários dos professores públicos brasileiros me envergonham profundamente. O nosso saneamento básico geralmente consiste em recolher todos os dejetos e jogar em algum rio ou diretamente no mar. Nossa economia é baseada na produção dos mais básicos produtos, estando sempre condicionada às intempéries do clima. Até o nosso direito básico de ir e vir é constantemente violado por estradas que são o único acesso a determinados lugares e, mesmo assim, é cobrado pedágio. Nossos portos ou aeroportos?

Resumindo: pagamos um valor caríssimo e por mais de uma vez por um serviço que não gostaríamos de receber nem de graça!

Pior: mesmo não estando doente, você paga a saúde brasileira...
Mesmo não estudando mais, você continua pagando a educação brasileira...
E paga caro por diversos outros serviços que você não usaria e sequer estão à sua disposição!

Mas o pior de tudo... O mais incrivelmente fantástico... É que, quando abre a inscrição para um concurso público, VOCÊ (sim, VOCÊ) corre para se inscrever. Você mesmo, que odeia ver metade do seu dinheiro suado indo para o governo, está louco para "garantir a boquinha" e se "encostar" em alguma repartição pública...

E, quando não pode parecer pior, entram partidos com ideias fantásticas para se manterem no governo: criam "programas sociais" que DÃO dinheiro diretamente ao povo mais pobre. Vamos ver se eu consigo deixar claro: O PT USA O DINHEIRO QUE VOCÊ PAGOU EM IMPOSTOS PARA PREMIAR A INATIVIDADE DE OUTRAS PESSOAS!

Em lugar de criar mecanismos para que os pobres consigam exercer a mobilidade social e subam na vida (através de educação, economia, crédito para empresas, isenção de impostos e incentivos fiscais), esse governo salafrário GANHA FAMA DE BONZINHO USANDO O SEU DINHEIRO!

Entenda: bom não é o Lula ou a Dilma. Bom somos você e eu, que trabalhamos e damos o dinheiro para que o PT possa comprar a simpatia de vagabundos que fogem das salas de aula como o diabo foge da cruz!
"Ah, Arthur, mas para ganhar o bolsa-família, a criança deve estar estudando..."
"Estudando", né amigo? Corpo-presente em salas de aula deprimentes, onde professores desestimulados repetem o mesmo currículo defasado há décadas, ano após ano. As mesmas aulas que minha avó, mãe e eu tivemos, essa nova geração está tendo. Aulas que não preparam a pessoa para o curso real da vida. Aulas incapazes de inspirar os alunos a terem curiosidade sobre os fatos relevantes da vida. Lecionados por professores que ou amam muito a sua profissão ou são pobre-coitados que acham que o salário de fome que recebem é muita coisa... Não me surpreendo nem um pouco que a maioria dos alunos não goste de matemática, já que muitos professores sequer a entende...
Essa "condição" para o recebimento do bolsa-família é a mais furada e estúpida que eu já tomei conhecimento, na história. Nem Hitler foi tão baixo assim, para conseguir o apoio popular. E eu nunca vi um povo que vende sua dignidade por tão pouco, também.

Sinceramente, amigo, ser político no Brasil é muito fácil. Nós somos um povo dócil demais, que aceita pagar R$3,00 pelo litro de uma gasolina que custa, de verdade, R$1,50. Que deixa ser assaltado em cada compra, em cada declaração do Imposto de Renda. E esse mesmo governo, mesmo já tendo a audácia de nos roubar, ainda utiliza os serviços básicos para entupir de protegidos inúteis, em cargos de confiança com salários poupudos, pagos como o nosso dinheiro. E isso tudo para prestar serviços que seriam considerados atos de tortura em países civilizados. E, quando o problema fica evidente, em lugar de solucioná-lo, criam paliativos como o "bolsa-família" ou o "bolsa-crack", para garantirem a próxima eleição, fingindo que estão resolvendo algo.

E eu fico com medo, quando vejo mobilizações como a que foi gerada pelo boato do fim do bolsa-família. Porque, para protestarem contra algo realmente importante, nenhum brasileiro está disposto. Mas, para garantir a sua boquinha, milhões vão às ruas.

Eu ainda acho que o Estado brasileiro deveria ser considerado um prestador de serviço. Assim, cada pessoa que paga impostos seria considerada um consumidor. E cada prefeito, governador, presidente, gestor público, etc... seriam considerados como donos transitórios da empresa pública prestadora de serviços. E, assim, deveriam enfrentar os rigores da lei do consumidor.
Porque, caramba, estamos na era da informação. Computadores, internet, sistemas de informações, cálculos precisos e em tempo real. Não venha me dizer que o Brasil não consegue cobrar do Arthur o imposto real que ele deve, em cada compra ou em cada declaração. Porque, afinal de contas, quando é para nos cobrar o Imposto de Renda, a receita federal tem um dos sistemas mais avançados do mundo, não é? Completamente interligado, se eu digo na minha declaração que (por exemplo) te paguei R$100,00, tem que estar na tua declaração que recebeu R$100,00 de mim. Senão dá problema e caímos na malha fina!

É "sem-vergonhismo" e falta de vontade. Preguiça nossa, do povo. Desde os miseráveis que recebem bolsa-família até nós dois, que não mobilizamos nossos traseiros gordos para mudar essa pouca-vergonha. E, é claro, todo brasileiro que vê essa inatividade toda e se aproveita disso, vulgarmente conhecidos como "políticos-filhas-das-putas", em quem insistimos em votar eleição após eleição.

Sinceramente, se eu não estivesse perdendo meu tempo para "ganhar a vida", preso nessa "armadilha-roda-viva" dos infernos, eu pediria a tua ajuda para mudar isso tudo. Porque eu sei como.
O primeiro passo é enxugar essa merda de Estado. Remover cada responsabilidade em que é comprovada a incompetência e incapacidade de atendimento por parte do governo. Sim, praticamente todas.
Garantir o básico para chamarmos o Brasil de Estado: O cumprimento das leis, garantia da ordem social e o investimento pesado na educação e na economia. Assim, estabelecida a ordem (desde os condomínios, trânsito, civil, comércio, contratos, penal, etc...), poderíamos focar na educação voltada para o desenvolvimento de tecnologias. Novas tecnologias e menos impostos (porque um Estado menos inchado custa menos) fomentam negócios. Novos negócios removem a dependência que a economia brasileira tem das commodities. Mais negócios, mais empregos. Empregos criados por demanda real, não por isenção de IPI em alguns produtos... Mais empregos, mais dinheiro. Mais dinheiro, mais consumo.
Isso não é loucura, isso acontece em países de primeiro mundo. E acontece faz tempo.
E esse ciclo é tão virtuoso que, com a população especializada, até os serviços mais básicos são valorizados (pois ninguém quer fazê-los). 

Bom para todo mundo. Menos para o brasileiro, porque não há malandragem nisso.

terça-feira, 21 de maio de 2013

O PSC é inconstitucional!


"Partido Social Cristão". "Bancada Evangélica". E qualquer outra forma de qualquer religião se meter na política é uma afronta à constituição federal.

Vamos deixar uma coisa bem clara: Por mais que "esteja escrito" em seus "livros sagrados" que uma religião convive harmonicamente com as outras, respeitando o ponto de vista e crença de todos, nós sabemos que isso é mentira. As maiores guerras da história da humanidade foram travadas sob bandeiras de fanáticos religiosos ou por perseguição a grupos.

Isso porque todas as religiões se baseiam em dogmas, não em métodos. Nenhuma religião está pronta para abandonar suas crenças, perante um novo fato revelador.

E, quando um Estado está vinculado à uma religião, isso tira a liberdade das pessoas de acreditarem no que quiserem - inclusive em nada. Quando os dogmas da religião estão arraigados na legislação do país, não acreditar na religião é estar fora da lei. Não ir ao templo é cometer um crime. Não participar dos rituais é um crime. Não estar inserido no meio dos costumes milenares é um crime. 

Imagine, por um instante, você - brasileiro-padrão, católico de meia-tigela - tendo que responder perante a um juiz porque não tem ido à igreja, todos os domingos... E, o pior, se você for como eu, que prefere a certeza da comprovação dos fatos observados, do que a fé cega em algo que nunca foi confirmado, você pode sofrer o rigor da lei! Aliás, não são só os ateus que sofrem. Qualquer pessoa que não seguir o "livrinho sagrado" da religião vigente já deverá dar explicações. Imagine um mundo onde você é obrigado a concordar com Jesus. Nesse mundo, você não pode achar que seu orixá, Maomé, Buda ou qualquer outra entidade, esteja certa. E, caso ache, você está contra a lei!!!

Isso já aconteceu, por muito tempo, na Europa. Não fossem os franceses, ainda estaríamos sob a batuta da igreja católica...
E isso ainda acontece no mundo árabe... Oriente Médio, Indonésia, norte da áfrica... Dezenas de países onde você deve acreditar na religião muçulmana. Onde você deve respeitar os usos e costumes impostos pela religião, por cima do que você acredita que é o correto, individualmente.

Bem, aqui no Brasil nosso Estado é oficialmente LAICO. Isso significa que, pelo fato de o Estado não possuir uma religião oficial (ufa), cada pessoa é livre para acreditar no que melhor lhe convir.
Assim, você pode ser cristão, judeu, muçulmano, budista, acreditar em religiões de matriz africana, acreditar em tupã, ser hinduísta, taoista, mórmon, evangélico... você pode fundar sua própria religião! Você pode - até mesmo - parar de perder seu tempo com essas bobagens todas e se preocupar com a vida que sabe que tem, sendo um ateu!

Não importa o que você acredita, o que importa é que você é livre para isso. E que, independente do que eu (ou qualquer outra pessoa) acredite, as suas liberdades individuais não serão feridas (até o exato ponto em que passarem a ferir a liberdade alheia, claro...).

Só por isso, eu acredito que seja inconstitucional que a política aceite qualquer partido que tenha influência de pensamentos religiosos. Partidos que tenham sido criados sob ótica de qualquer religião são um perigo à liberdade individual do cidadão.
Nesse ínterim, olha só o que encontramos no congresso: O "Partido Social Cristão". O nome já escancara a (má) influência para a criação de um partido. Se há dúvidas, olhe o símbolo do partido! O peixinho estilizado cristão está ali! E, se isso não é o suficiente, basta olhar os projetos que esse partido defende!

Entre tantas outras ideias estapafúrdias, a insistência em ir contra o casamento homossexual é o que mais me incomoda nesse partido. Sério, eu preciso mesmo colocar todas as frases batidas que circulam por aí, na internet, para justificar um casamento homossexual?
Primeiramente, essa opção só afeta a vida dos gays. A vida de todas as outras pessoas não sofrerão nenhuma mudança. Você, eu e todos os heterossexuais do Brasil sequer notaremos algo de diferente. Mesmo porque os homossexuais que se amam já vivem em regime marital, sob o mesmo teto. E esse fato  passa desapercebido por todos nós, não alterando em nada a minha ou a sua vida. Se eles tiverem um papel que ateste essa união, o que acontecerá de terrível? Um conseguirá colocar o outro como dependente no Imposto de Renda ou em um Plano de Saúde qualquer? Onde - pelo amor do seu Deus - a formalização de gastos que já ocorrem e mais clientes para as operadoras de planos de saúde, afetarão negativamente as vidas dos heterossexuais?????

Amigo, sou heterossexual e, convictamente, não quero ter filhos. Quando morrer, provavelmente deixarei minha herança (o pouco que eu não conseguir gastar) para a minha namorada. Se ela não estiver presente, provavelmente irá para algum dos meus sobrinhos.
Basicamente, o mesmo que acontecerá com a herança de casais homossexuais. Isso, é claro, se eles não adotarem crianças.
O que há de ruim nisso?

"Ai Arthur, casais homossexuais criando crianças, que coisa horrível!"
1 - Horrível você pensar isso.
2 - Para que uma criança esteja em situação de adoção, um casal heterossexual faltou. E a falta deles geralmente não é por morte.
3 - O amor do casal homossexual é diferente dos demais? Não serve para uma criança que não tem uma família?
4 - O dinheiro do casal homossexual vale menos?
5 - Você realmente acha que alguém consegue convencer outrem a mudar de orientação sexual? Alguém conseguiria mudar a sua???

A minha única objeção com homossexuais na verdade sequer se restringe a eles. Muito pelo contrário, se estende para os heterossexuais mais frequentemente ainda: o atentado ao pudor.
Sinceramente, é um pé-no-saco ver QUALQUER casal se agarrando lascivamente, em público. Sério, uma coisa é andar de mãos dadas ou abraçados. Selinhos ou até um beijo mais demorado, são tolerados. Mas tem casal que precisa mesmo é ir para um motel, logo. Gente que fica sentado no colo um do outro, se beijando com constantes apresentações de línguas, passando mãos por debaixo de roupas... Isso quando as próprias roupas são tão curtas que já são, por si só, o atentado ao pudor.
Sério, não importa quem você seja, sua cor, sexo, orientação sexual ou em qual bobagem você acredita: não passe dos limites na rua. Obrigado.

Mas é contra isso tudo que o PSC está "lutando". Eles querem preservar o conceito que a igreja deles estipula como o sendo de "família". Desculpe PSC, mas vocês não têm o direito de forçar suas crenças para cima das outras pessoas. Se vocês não querem viver casamentos homossexuais, não vivam. Mas não interfiram na liberdade das outras pessoas de viverem como acham melhor.
Mas como falar de liberdade para pessoas que acham que homossexualismo é uma doença mental, passível de cura através de tratamento psicológico?

Sinceramente, eu acredito que a própria religião é uma doença mental contagiosa. Que infecta o ser através da sua curiosidade e medo do desconhecido. Acho que todos que se agarram em Deuses para garantir a continuidade da "vida após a morte" é que precisam - urgentemente - de apoio psicológico, para que aceitem que só temos comprovado e certo o nosso fim. Somos seres que vamos morrer um dia, temos nosso tempo completamente limitado e temos que aproveitá-lo da melhor forma possível. (Definitivamente, participar de religiões é perda de tempo precioso de vida, que jamais voltará atrás...)
Mas isso é para os seguidores acéfalos, mesmo. Porque os cabeças das religiões são estelionatários de primeira qualidade. Enganam pessoas, manipulando-as com promessas do além, para enriquecerem ilicitamente. Como já dizia o poema "Storm", de Tim Minchin: "Porque nós achamos normal que alguém finja que consegue falar com o além? Isso não é completamente doente? Alguém mentir, para alguma mãe que chora por seu filho morto, dizendo-lhe que está em contato com "o outro lado"? Nós temos mesmo que dizer que esse tipo de coisa não existe?" (Tradução livre e adaptada.)

Sério, "PSC" e "Bancadas Evangélicas" são uma afronta à liberdade dos cidadãos do nosso país. São inconstitucionais e deveriam ser extinguídas dos nossos parlamentos e executivos. E quem queira brincar de amigo imaginário depois de adulto, que vá fazer isso em silêncio, em seus templos, sem torrar a paciência das pessoas que têm o mínimo de seriedade.

Sinceramente, notícias como essa:
só me deixam puto da cara com cada um de vocês, brasileiros.

Sério, cresçam.